Agora que você construiu um altar básico, você está pronto para o primeiro passo na prática do Vodu - reverência aos seus ancestrais. Não importa como tenha feito seu altar, sempre se lembre que é uma porta entre o mundo humano e o mundo dos antepassados e dos loa. Deixe-o empoeirado, deixe que a água fique escura e envelheça, use-o como um local conveniente para deixar chaves e lápis; ignore-o, e você se achará cansado, drenado, azarado e não-inspirado. Trate-o com respeito, mantenha-o imaculado, limpo, visite-o freqüentemente e você será recompensado com crescimento espiritual, energia, vitórias pessoais e coincidências notáveis.
Seus antepassados o amam. Eles virão e o visitarão, aceitarão suas oferendas. Eles o instruirão, protegerão você, lutarão por você e o curarão. Eles lhe trarão mensagens através da intuição e dos sonhos. Obtenha uma foto ou figura de um parente falecido seu cujo amor para com você está além da dúvida. Se você não tem nenhum parente falecido de quem você se lembre bem, ou de sangue ou por adoção, você pode escolher uma imagem de uma pessoa que representa a você sabedoria e amor ancestrais e dê um nome a esta pessoa. Você também pode obter imagens que lhe agradem de antepassados de todas as raças humanas.
Coloque estas imagens atrás da vasilha de água em seu altar, em qualquer tipo de porta-fotos ou prenda-as na parede atrás de seu altar.
Esta parede também pode ser coberta com um pano branco e as imagens fixadas nele. Arrume as imagens até que você sinta como elas devem estar ordenadas. Você pode escolher trabalham com uma imagem ou muitas.
Sente-se na frente de seu altar. Você pode soar um sino pequeno ou pode balançar um chocalho cerimonial para sinalizar o começo de sua meditação. Acenda a vela branca do seu altar e se possível acenda algum incenso de coco ou baunilha. Amarre um pano branco em volta de sua cabeça se quiser. Contemple a água no cálice central. Relaxe e faça qualquer exercício mágiko com o qual você está familiarizado. Respire fundo, em contagem regressiva de dez até zero ou trabalhando com os chakras, tanto faz. Pense em seu antepassado escolhido. Se possível, relembre e visualize cenas do passado no qual você viveu com aquele antepassado. Sinta o amor entre vocês, que os conecta. Imagine o amor que brilha de seu coração como um raio de luz que atravessa a água e vai para a imagem do antepassado. Convoque o nome de seu antepassado em voz alta, repetidamente. Fale para o antepassado que você o ama e que você quer trabalhar junto com ele. É um princípio básico do Vodu que o vivo e o morto trabalham juntos ajudando-se mutuamente.
Quando você sentir a presença dos antepassados, verta no chão um pouco da água três vezes para lhes dar boas-vindas. Faça freqüentemente esta meditação, até que seja uma rotina confortável. Dentro de uma semana ou duas de prática regular e eficaz, você deverá fazer um festim ancestral para oferecer a seus antepassados.
É um banquete que deve incluir comidas favoritas de seus antepassados em vida, com a exceção que a comida não deve ser salgada. Oferendas de ancestrais genéricos (aqueles que você não conheceu vivos) incluem milho grelhado, amendoim grelhado, coco fresco, comidas brancas como pudim de arroz, leite e bolos de massa com farinha.
Coloque cada tipo de comida em uma tigela e coloque uma vela branca entre as tigelas. Podem ser colocadas oferendas de líquidos em copos. Toque cada prato ou tigela na sua testa, coração e área genital e então cheire profundamente a comida (quase encoste-a no nariz). Fale com seus ancestrais, lembre-lhes que eles já foram parte do mundo dos vivos e que um dia você irá se unir a eles. Peça-lhes para afugentar todo mal como pobreza, enfermidade, desemprego, fadiga, discórdia, tristeza. Peça-lhes para trazer a você tudo aquilo é bom, inclusive amor, dinheiro, trabalho, saúde, alegria, amizade, riso.
Acenda as velas, ponha a comida no altar e deixe o quarto. Quando as velas terminarem de queimar, e de preferência na manhã seguinte, pegue a comida e jogue-a fora ao pé de uma árvore grande. Se isso não for possível, ponha-a em uma bolsa de lixo e jogue-a separadamente de qualquer outro lixo. Lave os pratos, tigelas e copos, esfregue-os com sal e separe-os. Não os use para qualquer outra coisa, nem mesmo para refeições comuns, apenas para outro trabalho de Vodu.
http://www.mortesubita.org/cultos-afros/textos-afro-religiosos/a-pratica-vodu
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
POÇÃO E BANHO DE ATRAÇÃO
A poção do amor abaixo pode ser usada como bebida e também nos banhos atrativos do amor.
1 litro de água
1 maçã cortada em cubinhos com casca
1/2 cálice de vinho tinto
1 pauzinho de canela (bem pequeno, 3cm aproximadamente)
7 cravos
3 folhinhas de hortelã
1 colher de sopa de mel
Esquente a água, quando iniciar fervura, acrescente os ingredientes e cpzinhe em fogo baixo por 6 minutos.
Separe uma chícara e beba
Use o resto como banho de atração no mesmo dia.
FONTE CALDEIRÃO DE FEITIÇOS
1 litro de água
1 maçã cortada em cubinhos com casca
1/2 cálice de vinho tinto
1 pauzinho de canela (bem pequeno, 3cm aproximadamente)
7 cravos
3 folhinhas de hortelã
1 colher de sopa de mel
Esquente a água, quando iniciar fervura, acrescente os ingredientes e cpzinhe em fogo baixo por 6 minutos.
Separe uma chícara e beba
Use o resto como banho de atração no mesmo dia.
FONTE CALDEIRÃO DE FEITIÇOS
VODU NO HAÍTI
Por Dojival Vieira, editor de Afropress, de Madri
Max Beauvoir, a Autoridade Suprema dos adeptos do Vudu no Haiti, denuncia em entrevista ao jornal espanhol El País, que os mortos estão sendo tratados como lixo.
Em longa entrevista ao jornalista Francisco Peregil, publicada nesta sexta-feira (22/1/2010), pelo jornal El País, de Madri, Max Beauvoir, a Autoridade Suprema dos adeptos do Vudu, no Haiti, denuncia que “estão tratando os mortos como lixo”. Segundo Beauvoir, de 74 anos, que esta semana se reuniu com o presidente René Préval, a pedido deste, a questão dos enterros das vítimas do terremoto é muito grave.
“Estão tratando as pessoas como lixo, sem a dignidade e o respeito que merece qualquer vivo. Sei que a situação é complexa e eu não tenho a solução. Porém, estou certo de que se tivéssemos nos sentado para conversar, haveríamos encontrado alguma forma em meia hora. E ainda estamos a tempo, porque ainda faltam muitos mortos para enterrar”, afirma.
Beauvoir, que é chamado de Ati, palavra que quer dizer “uma grande árvore que se abre como um guarda chuva para proteger as menores”, é casado, e tem uma filha de 45 anos. Ele vive rodeado de árvores gigantescas que considera sagradas, a uma hora de Porto Príncipe, a capital haitiana. O repórter do El País o descreve na entrevista, vestindo uma camisa guayabera branca, e acrescenta que é fluente em crioulo, francês, inglês e espanhol. Sua casa tem forma circular e é cercada por vários templos e jardins, nos quais há uma espécie de museu com esculturas de Vudu. No Haiti se costuma dizer que 80% da população é cristã, 20% protestante e 100% professa o Vudu.
Cerimônia aos mortos
Os adeptos do Vudu, segundo Beauvoir, celebram a cerimônia dos enterros durante nove dias. “Aí reunimos a família, os amigos e inimigos do morto. Durante esse tempo comemos e convivemos juntos. Quem tenha alguma coisa que dizer sobre o morto, diz, seja bem ou mal. Depois enterramos o corpo, mas a alma vai para debaixo do mar, um ano e um dia e ou sete anos e um dia, depende. Durante esse tempo, se purifica. É importante que saibam que nós cremos na reencarnação e que a pessoa vive oito vezes como mulher e oito vezes como homem. Isso é assim porque o objetivo da vida é ganhar conhecimento. Depois desse processo, todo mundo, sem exceção, se integra em Deus e começa uma existência em que cuida de todas as coisas vivas do Universo”, explica ao repórter.
A ideia que se faz do Vudu como crença, cujos bruxos (ele renega essa denominação) ou sacerdotes podem infligir danos a outras pessoas, valendo-se de bonecos em que são postos alfinetes, ele garante, é totalmente falsa. “Não vi nem um só boneco desses em todo o Haiti. Em qualquer grupo social há gente boa e gente má, mas no Vudu não se promove que se faça dano a ninguém. Há uma vertente religiosa do Vudu e outra vertente filosófica. Temos normas muito bem definidas sobre como viver, como sentar-se, comer, caminhar. É isso o que permite a um haitiano reconhecer a outro em qualquer parte do mundo, apenas vendo-o simplesmente andando ou longe”, acrescenta.
Segundo Beauvoir a má imagem do Vudu deve-se ao cristianismo e às potências estrangeiras como França, Estados Unidos e Espanha. “O Vudu fez o Haiti como país. Nossa independência foi alcançada graças a uma cerimônia celebrada em 14 de agosto de 1791, conhecida como Bwa Kayiman. Haiti é Vudu”, afirma.
Perseguição
A mais alta autoridade do Vudu diz que poucas religiões tem sofrido uma operação de desprestígio e perseguição tão violenta como o Vudu, que nasceu na África e foi trazido para o Caribe pelos primeiros negros escravizados que chegaram à Ilha.
Para ele, “os espanhóis, os franceses e os Estados Unidos nunca nos perdoaram nossa independência e fizeram todo o possível para fazer nossa vida mais difícil.” “E o pior foi quando os cristãos chegaram ao poder em 1816. Eles ainda estão lá, com a ajuda econômica dos Estados Unidos e França”, acrescenta.
Desde 2003, o Vudu passou a ser reconhecido pelo Estado, por ato em que o presidente Jean Aristide, um padre, autorizou que os seus sacerdotes passassem a realizar casamentos. Beauvoir diz que agradeceu ao presidente René Preval tê-lo chamado, mas no caso dos enterros, diz que tem que levantar a voz para defender sua gente. “Eu agradeço que o presidente tenha me consultado, mas ele segue favorecendo a Igreja de Roma, aos europeus e americanos que consideram suas religiões europeias e centro-asiáticas superiores à africana”, finalizou.
http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=229
Max Beauvoir, a Autoridade Suprema dos adeptos do Vudu no Haiti, denuncia em entrevista ao jornal espanhol El País, que os mortos estão sendo tratados como lixo.
Em longa entrevista ao jornalista Francisco Peregil, publicada nesta sexta-feira (22/1/2010), pelo jornal El País, de Madri, Max Beauvoir, a Autoridade Suprema dos adeptos do Vudu, no Haiti, denuncia que “estão tratando os mortos como lixo”. Segundo Beauvoir, de 74 anos, que esta semana se reuniu com o presidente René Préval, a pedido deste, a questão dos enterros das vítimas do terremoto é muito grave.
“Estão tratando as pessoas como lixo, sem a dignidade e o respeito que merece qualquer vivo. Sei que a situação é complexa e eu não tenho a solução. Porém, estou certo de que se tivéssemos nos sentado para conversar, haveríamos encontrado alguma forma em meia hora. E ainda estamos a tempo, porque ainda faltam muitos mortos para enterrar”, afirma.
Beauvoir, que é chamado de Ati, palavra que quer dizer “uma grande árvore que se abre como um guarda chuva para proteger as menores”, é casado, e tem uma filha de 45 anos. Ele vive rodeado de árvores gigantescas que considera sagradas, a uma hora de Porto Príncipe, a capital haitiana. O repórter do El País o descreve na entrevista, vestindo uma camisa guayabera branca, e acrescenta que é fluente em crioulo, francês, inglês e espanhol. Sua casa tem forma circular e é cercada por vários templos e jardins, nos quais há uma espécie de museu com esculturas de Vudu. No Haiti se costuma dizer que 80% da população é cristã, 20% protestante e 100% professa o Vudu.
Cerimônia aos mortos
Os adeptos do Vudu, segundo Beauvoir, celebram a cerimônia dos enterros durante nove dias. “Aí reunimos a família, os amigos e inimigos do morto. Durante esse tempo comemos e convivemos juntos. Quem tenha alguma coisa que dizer sobre o morto, diz, seja bem ou mal. Depois enterramos o corpo, mas a alma vai para debaixo do mar, um ano e um dia e ou sete anos e um dia, depende. Durante esse tempo, se purifica. É importante que saibam que nós cremos na reencarnação e que a pessoa vive oito vezes como mulher e oito vezes como homem. Isso é assim porque o objetivo da vida é ganhar conhecimento. Depois desse processo, todo mundo, sem exceção, se integra em Deus e começa uma existência em que cuida de todas as coisas vivas do Universo”, explica ao repórter.
A ideia que se faz do Vudu como crença, cujos bruxos (ele renega essa denominação) ou sacerdotes podem infligir danos a outras pessoas, valendo-se de bonecos em que são postos alfinetes, ele garante, é totalmente falsa. “Não vi nem um só boneco desses em todo o Haiti. Em qualquer grupo social há gente boa e gente má, mas no Vudu não se promove que se faça dano a ninguém. Há uma vertente religiosa do Vudu e outra vertente filosófica. Temos normas muito bem definidas sobre como viver, como sentar-se, comer, caminhar. É isso o que permite a um haitiano reconhecer a outro em qualquer parte do mundo, apenas vendo-o simplesmente andando ou longe”, acrescenta.
Segundo Beauvoir a má imagem do Vudu deve-se ao cristianismo e às potências estrangeiras como França, Estados Unidos e Espanha. “O Vudu fez o Haiti como país. Nossa independência foi alcançada graças a uma cerimônia celebrada em 14 de agosto de 1791, conhecida como Bwa Kayiman. Haiti é Vudu”, afirma.
Perseguição
A mais alta autoridade do Vudu diz que poucas religiões tem sofrido uma operação de desprestígio e perseguição tão violenta como o Vudu, que nasceu na África e foi trazido para o Caribe pelos primeiros negros escravizados que chegaram à Ilha.
Para ele, “os espanhóis, os franceses e os Estados Unidos nunca nos perdoaram nossa independência e fizeram todo o possível para fazer nossa vida mais difícil.” “E o pior foi quando os cristãos chegaram ao poder em 1816. Eles ainda estão lá, com a ajuda econômica dos Estados Unidos e França”, acrescenta.
Desde 2003, o Vudu passou a ser reconhecido pelo Estado, por ato em que o presidente Jean Aristide, um padre, autorizou que os seus sacerdotes passassem a realizar casamentos. Beauvoir diz que agradeceu ao presidente René Preval tê-lo chamado, mas no caso dos enterros, diz que tem que levantar a voz para defender sua gente. “Eu agradeço que o presidente tenha me consultado, mas ele segue favorecendo a Igreja de Roma, aos europeus e americanos que consideram suas religiões europeias e centro-asiáticas superiores à africana”, finalizou.
http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=229
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